terça-feira, 29 de março de 2011

Crítica de Leitor: «Fevereiro»

«Conspiração 365-Fevereiro é o segundo volume da série Conspiração 365 da autora Gabrielle Lord, publicado pela editora Contraponto. Mais uma vez, deparamo-nos com um volume surpreendente, com ainda mais acção e mistério. Um triller muito bem escrito, cada vez mais viciante e forte. É sem dúvida, uma leitura daquelas de nos tirar o sono, difícil de parar.
A autora criou personagens muito marcantes. Cal é um personagem corajoso e muito maduro para a idade, com uma personalidade realmente forte, contém tudo para nos fascinar.
Fiquei curiosa com a Winter e o Tio Rafe, acredito que são personagens muito curiosas e enigmáticas, que ainda nos vão surpreender nos próximos volumes.
No final deste volume, Cal fica mais uma vez perto da morte, deixando-nos impacientes por saber o que o mês de Março nos reserva.
Recomendo.»
Segredo dos Livros

segunda-feira, 21 de março de 2011

Excerto de «Fevereiro»

Cuidado com os spoilers, caso não tenha lido «Janeiro»!

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«Tínhamos voltado a parar e, tirando os grilos,estava tudo calmo e silencioso. Sentia que todo o meu corpo tremia. Devia ser alguma espécie de choque retardatário. Estávamos rodeados por casas suburbanas, onde eu tinha a certeza de que todas as famílias no seu interior já há muito que se tinham enfi ado na cama. Pensei na minha mãe, sem conseguir dormir na nossa casa, a subúrbios de distância, e na Gabbi ligada às máquinas, sozinha no hospital. A minha mãe quase perdera toda a família: primeiro o meu pai, depois a Gabbi, de certa forma, e agora eu. Queria tanto voltar a ter a minha vidinha antiga e desejava não ser este miúdo perseguido, em fuga, a viver numa espelunca abandonada, a tentar manter -me um passo à frente de… toda a gente.
– Eu oiço coisas sem saberem – afirmou a rapariga, interrompendo de súbito os meus pensamentos.
– Sei que tens algo que o Sligo quer.
Olhei pela longa rua abaixo.
– Sabes o que é? – perguntei. Seria óptimo se esta rapariga me desse algumas respostas a sério.
Ela abanou a cabeça, fazendo reluzir os brilhos no cabelo.
– Apenas que é gigantesco e que ele não vai parar diante de nada para o obter.
– Já reparei.
– Contudo, eu sabia que não sabias nada sobre isso – comentou, num tom prático. – Ter-lhe-ias dito se soubesses. Qualquer um o teria feito… para não morrer afogado em óleo.
Por fim, uma afirmação franca… com a qual podia concordar.
– Pareces saber tanto sobre mim. Acho um pouco injusto que nem sequer saiba o teu nome – observei, na esperança de que a conversa sincera continuasse.
Estava a ser cuidadoso, pois não a queria assustar. Estava em dívida para com ela, por ter desligado a bomba de óleo… e havia tantas perguntas que precisava de fazer. Não só sobre Sligo e o que ele sabia sobre o meu pai, mas sobre ela. Tinha-me ajudado e salvado a minha vida, mas o que estava a fazer com Sligo? Não a conseguia perceber. Era completamente diferente das miúdas que eu conhecia da escola. No entanto, embora estranhíssima, era companhia e sabia bem ter alguém com quem falar… alguém que não me estava a tentar matar.
– Digo-te o meu nome quando lá chegarmos – replicou.
– Chegarmos onde? Pensei que só estávamos a fugir.
– Agora és tu quem me vai ajudar.
– Ai é? Bastava teres pedido a minha ajuda – sugeri.
– Ninguém gosta de ser mandado, especialmente por uma miúda sem nome.
Com uma mão na anca, ela fixou em mim um olhar intenso.
– Está bem. O meu nome é Winter – disse. – Winter Frey. Contente?
– Belo nome – respondi.
– O belo combina comigo – retorquiu.
Estava a tentar lembrar-me de uma resposta espirituosa quando um carro virou para uma rua à nossa frente, a aproximadamente um quarteirão de distância. Não esperei para ver se era o Subaru negro; simplesmente, agarrei na mão da Winter e puxei-a para fora do passeio e para um caminho de acesso cheio de arbustos. Soltei-a, não sem antes reparar numa tatuagem diminuta de uma ave no interior do pulso esquerdo. Ela afastou a mão rapidamente, cruzando os braços num gesto protector, e baixámo-nos ambos, comprimidos um contra o outro, a deitar espreitadelas enquanto o carro passava lentamente por nós.
– O carro do Sligo – sibilou.
Aguardámos, escondidos na escuridão, até termos a certeza de que o carro tinha desaparecido. Winter olhou em redor.
– Vamos.»

terça-feira, 15 de março de 2011

Em Abril!

Atenção! O texto abaixo poderá conter spoilers para quem ainda não leu o livro Março.
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Nós avisámos!
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Agora está por sua conta!
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Callum Ormond foi avisado.
Ele tem 275 dias.
A contagem decrescente continua...

Uma perseguição trepidante corre mal e deixa Cal exposto ao gangue de Oriana. Se for capturado, toda a esperança de resolver a Singularidade de Ormond e ter uma vida normal desaparecerá de novo. Ele precisa de fugir, mas como pode deixar um homem inocente afogar-se?
Se Cal sobreviver, terá de decifrar o Enigma de Ormond e arriscar sair da clandestinidade para impedir os médicos de desligar as máquinas que mantêm viva a sua irmã mais nova. Mesmo que Cal resista até 31 de Dezembro, será que a sua família alguma vez vai voltar a ser a mesma?
O relógio não pára… Cada segundo pode ser o último…
Uma aventura de cortar a respiração!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Hoje à venda - Março!

Encurralado, com um comboio a vir na sua direcção, as hipóteses de sobrevivência de Cal são reduzidas. A polícia e os gangues são implacáveis – querem-no atrás das grades… ou morto.
A parada está a subir, mas as pistas para a Singularidade de Ormond só conduzem a mais puzzles, e a novos perigos.
A cada passo que dá, Cal sente-se mais frustrado, sem conseguir encontrar as respostas de que tanto precisa. Haverá alguém em quem possa confiar?
 
O relógio não pára… Cada segundo pode ser o último…

Já disponível numa livraria perto de si!


terça-feira, 1 de março de 2011

Faltam 9 dias... para o 3.º volume sair!

Ainda só vamos em Março, mas Cal já escapou a ataques de tubarões, de rufias, de um leão e a vigaristas bastante duvidosos. Será que a sorte vai continuar a acompanhá-lo?

Não perca, o relógio não pára, cada segundo pode ser o último...

«Na escuridão cerrada conseguia ouvir a minha própria respiração a acelerar...»

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais uma crítica!

«Assim que li a sinopse de Conspiração 365 fiquei rendida a esta ideia tão inovadora de construir uma série em doze volumes, numa constante contagem decrescente, editando um a cada mês do ano, de forma a transmitir ao leitor a percepção da passagem do tempo como ela é sentida pelo herói. Quando peguei no livro, maravilhei-me ainda ao reparar no pormenor de todas as páginas se apresentarem enumeradas ao contrário até ao final do livro, num estilo que se adequa perfeitamente a uma história repleta de acção como a que temos perante nós.

O volume de Janeiro inicia-se com o relato da passagem de ano de Callum Ormond, um jovem de 15 anos que vive numa pacata vila australiana e cuja vida, após a morte repentina do seu pai, sofre uma enorme e drástica mudança. Ao receber a profecia de um louco e ao deparar-se constantemente com factos que a corroboram, Cal deve confiar apenas em si mesmo e tentar descobrir as últimas palavras que Tom lhe queria desesperadament e transmitir e não pôde.
Esta Conspiração de Janeiro revela-se uma delícia para miúdos, uma vez que tem uma escrita simples e acessível, uma dimensão reduzida (apenas 192 páginas!) e um herói adolescente; e também para graúdos, na medida em que provoca, inevitavelmente , curiosidade acerca das peripécias que Callum vai enfrentar até ao final do ano e, claro, ansiedade pelo desvendar do mistério que tanto o atormenta!

Uma escritora a manter “debaixo de olho” e uma série a não perder!»
Patrícia Pereira, Segredo dos Livros, Fevereiro de 2011