«Assim que li a sinopse de Conspiração 365 fiquei rendida a esta ideia tão inovadora de construir uma série em doze volumes, numa constante contagem decrescente, editando um a cada mês do ano, de forma a transmitir ao leitor a percepção da passagem do tempo como ela é sentida pelo herói. Quando peguei no livro, maravilhei-me ainda ao reparar no pormenor de todas as páginas se apresentarem enumeradas ao contrário até ao final do livro, num estilo que se adequa perfeitamente a uma história repleta de acção como a que temos perante nós.
O volume de Janeiro inicia-se com o relato da passagem de ano de Callum Ormond, um jovem de 15 anos que vive numa pacata vila australiana e cuja vida, após a morte repentina do seu pai, sofre uma enorme e drástica mudança. Ao receber a profecia de um louco e ao deparar-se constantemente com factos que a corroboram, Cal deve confiar apenas em si mesmo e tentar descobrir as últimas palavras que Tom lhe queria desesperadament e transmitir e não pôde.
Esta Conspiração de Janeiro revela-se uma delícia para miúdos, uma vez que tem uma escrita simples e acessível, uma dimensão reduzida (apenas 192 páginas!) e um herói adolescente; e também para graúdos, na medida em que provoca, inevitavelmente , curiosidade acerca das peripécias que Callum vai enfrentar até ao final do ano e, claro, ansiedade pelo desvendar do mistério que tanto o atormenta!
Uma escritora a manter “debaixo de olho” e uma série a não perder!»
Patrícia Pereira, Segredo dos Livros, Fevereiro de 2011
Mostrar mensagens com a etiqueta Janeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Janeiro. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Crítica de Leitor
«Achei muita piada a esta ideia de irem publicando os livros da série quase em tempo real, um por mês. É uma ideia original e ainda bem que a editora portuguesa vai seguir esse estilo de publicação. Porque às vezes é terrível ficar à espera que um livro seja publicado; num livro dirigido aos mais jovens, é uma boa maneira de os "agarrar" à leitura.
O que me leva ao ponto negativo. Como é dirigido para jovens (e também porque, imagino, ao ritmo de um por mês, a autora não podia escrever livros grandes e muito desenvolvidos, a não ser que tivesse começado a escrever a série com 5 anos de antecedência), a linguagem é simples, e no início estava a ter dificuldade em entrar no livro devido a isso.
Mas passando a relutância inicial, até gostei! A certa altura ganha um ritmo alucinante e leva-nos embalados até ao fim. Acho que é quando as "desgraças" começam a acontecer ao personagem principal que fiquei envolvida nas suas peripécias. O mistério subjacente à história promete, e por um lado é bom ir saber o que se passam nesta história no fim deste ano, mas por outro Dezembro parece que está tão longe!
Uma (boa) nota para o preço decente (quando tantos livros hoje em dia estão um bocado overpriced), e o uso do selo temporal nos acontecimentos para dar mesmo a sensação que estamos a seguir a história em tempo real. Uma coisa desconcertante é a paginação decrescente, como se fosse um countdown - estranha-se depois entranha-se, penso eu.»
do blogue http://p7-books.blogspot.com/
O que me leva ao ponto negativo. Como é dirigido para jovens (e também porque, imagino, ao ritmo de um por mês, a autora não podia escrever livros grandes e muito desenvolvidos, a não ser que tivesse começado a escrever a série com 5 anos de antecedência), a linguagem é simples, e no início estava a ter dificuldade em entrar no livro devido a isso.
Mas passando a relutância inicial, até gostei! A certa altura ganha um ritmo alucinante e leva-nos embalados até ao fim. Acho que é quando as "desgraças" começam a acontecer ao personagem principal que fiquei envolvida nas suas peripécias. O mistério subjacente à história promete, e por um lado é bom ir saber o que se passam nesta história no fim deste ano, mas por outro Dezembro parece que está tão longe!
Uma (boa) nota para o preço decente (quando tantos livros hoje em dia estão um bocado overpriced), e o uso do selo temporal nos acontecimentos para dar mesmo a sensação que estamos a seguir a história em tempo real. Uma coisa desconcertante é a paginação decrescente, como se fosse um countdown - estranha-se depois entranha-se, penso eu.»
do blogue http://p7-books.blogspot.com/
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Crítica de Leitor a «Janeiro»
«Recheado de acção e secretismo, Conspiração 365 – Livro 1: Janeiro é uma série que certamente vai agradar a um leque vasto de leitores. Com uma intensidade imensa, uma personagem que constantemente vê a sua vida ameaçada por pessoas desconhecidas e eventos tenebrosos e um cortar de fôlego pronunciando, este livro é excelente para proporcionar umas excelentes horas de ansiedade e diversão.
Callum Ormond, de 15 anos, vê a sua vida sofrer uma reviravolta estonteante quando, pouco após receber e sofrer a morte do seu pai, é avisado de que corre grande perigo. Tendo de sobreviver nos próximos 365 dias, sem ser apanhado por nenhum grupo ilegal e até pelas autoridades que, na imprevisibilidade do destino, o colocam como suspeito de um crime que ele não cometeu, Callum vê-se rodeado de inimigos e sem ninguém em confiar. A sua mãe está confusa, o tio aparenta um comportamento estranho e a irmã, de tenra idade, não sabe ao certo o que esperar do futuro... por isso, Cal pode apenas contar com Boges, um amigo de longa data, para partilhar alguns dos segredos descobertos e mistérios desvendados. Com questões atrás de questões, imprevistos atrás de imprevistos, Conspiração 365 – Livro 1: Janeiro é um livro cativante, frenético e inesperado. A escrita de Gabrielle Lord é simples e objectiva, concentrando-se exclusivamente no necessário e colocando de parte qualquer pormenor ou detalhe sem interesse. Assim, o leitor é encaminhado para uma viagem ao estilo cinematográfico em que consegue, com uma certa clareza, imaginar cada situação, cada personagem e cada perigo diante dos seus olhos.
Achei este livro muito interessante. É de rápida leitura, ornamentado com letras grandes, algumas imagens apelativas e complementares ao conteúdo da história e apresenta ainda um pormenor que me deixou deliciada: a numeração das páginas encontra-se ao contrário, ou seja, de forma decrescente o que vem, uma vez mais, potenciar a ideia de que estamos perante uma narrativa em que cada segundo, cada minuto e cada hora conta. Com uma estrutura bastante interessante, dividida em horas e dias do mês, personagens selvagens, destemidas e variadas, e uma acção sempre presente praticamente sem pontos mortos, Conspiração 365 – Livro 1: Janeiro é um início de série que promete não só surpreender o leitor a cada volume publicado como também, e acima de tudo, promete viciar, entreter e cativar. Agora, com o primeiro volume agendado para 21 de Janeiro, a mim resta-me apenas aguardar pela chegada de Feveiro com Conspiração 365 - Livro 2: Fevereiro a ser lançado dia 4 desse mesmo mês.
Uma série que recomendo pela sua diferença e singularidade.»
Blogue Pedacinho Literário, 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Pack Janeiro/Fevereiro disponível
Olá, fãs da Conspiração 365!
Melhor do que comprar um livro, é comprar dois livros pelo preço de 1! Já é possível adquirir o pack com o primeiro e segundo volumes de Conspiração 365 numa livraria perto de si!
Melhor do que comprar um livro, é comprar dois livros pelo preço de 1! Já é possível adquirir o pack com o primeiro e segundo volumes de Conspiração 365 numa livraria perto de si!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Já disponível...
Numa livraria perto de si: Conspiração 365 - Janeiro
Queremos saber o que acharam do livro!
O próximo volume sai a 4 de Fevereiro!
Não percam, a corrida já começou.
Queremos saber o que acharam do livro!
O próximo volume sai a 4 de Fevereiro!
Não percam, a corrida já começou.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A decorrer passatempo no blogue Esmiuça o Livro
Quem quiser ser dos primeiros a ler os fantásticos livros da Conspiração 365, pode habilitar-se a ganhar um exemplar de Janeiro e outro de Fevereiro aqui.
Boa sorte!
Boa sorte!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Em exclusivo: o primeiro capítulo!
Prólogo
31 DE DEZEMBRO
Véspera de Ano Novo
Flood Street, Richmond
11h25
O que primeiro me chamou a atenção foi a capa negra revolta, ondeante, a agitar-se atrás da figura ameaçadora. Ia a caminho de casa, vindo do parque, quando a vi e estaquei o passo. Havia algo ou alguém a cambalear pela minha rua acima. “A Morte?”
Estivera com o Boges, a dar uns pontapés na bola, e regressava agora a casa para ajudar a pôr as malas no carro, para aquilo a que a minha mãe chamava de “as tropelias de família habituais de Ano Novo” na costa norte em Treachery Bay. Pobre Boges, ia ficar em casa com a mãe e a avó. Provavelmente, iam-se esforçar por permanecer acordadas a assistir aos fogos-de-artifício das nove horas na televisão. A minha noite ia ser dura, mas pelo menos íamos estar longe, ao largo no barco.
O alvoroço do fundo da rua começava a aproximar-se. Quando a figura agitada se acercou, vi que se tratava de um homem de aspecto grisalho, a murmurar. Trazia um roupão escuro e caminhava de forma estranha, enviesada, como se estivesse desequilibrado e aturdido. Estava a preparar-me para atravessar a estrada para o evitar quando percebi o que ele estava a dizer. Com um baque de medo, dei-me conta de que era a mim que procurava!
– Cal! – gritou. – Callum Ormond!
Tropeçou na minha direcção, com os olhos desvairados quase a saírem das órbitas. Fê-lo meio a cambalear, meio a correr, estendendo braços ansiosos à sua frente.
Uma sirene gemia ao longe e no espaço de segundos uma ambulância com as luzes de emergência ligadas assomou na outra ponta da rua, a vir na nossa direcção, a toda a velocidade.
O louco estava quase em cima de mim. Conseguia sentir-lhe o hálito malcheiroso, bafiento.
– Mantém-te longe, Callum! – cuspiu, com baba a escorrer-lhe da boca aberta. – Mataram o teu pai. Estão-me a matar a mim!
O coração imobilizou-se-me no peito. Quem era este tipo? Estaria a falar do vírus? A referência ao
meu pai trouxe uma vaga de dor tão imensa que me deixou a cabeça a andar à roda. O homem precipitou-se para cima de mim.
– Quem é o senhor? – gritei, a empurrá-lo para me largar. – Do que é que está a falar? De onde é que conhece o meu pai?
A ambulância estacou ruidosamente ao pé de nós e, antes que o homem me pudesse voltar a agarrar, dois paramédicos saltaram para fora dela. O primeiro derrubou-o enquanto o segundo tirava algo da mala. No chão, o louco agarrava-se aos meus pés com desespero.
– Quem é o senhor? – voltei a gritar. – Ninguém matou o meu pai; ele estava doente!
– Deixa isto connosco, jovem – disse o primeiro paramédico, um homem de aspecto grosseiro que
mais parecia um lutador profissional. – Ele não sabe o que diz. Tens de sair daqui, estás a estorvar.
Dominado no chão, o homem estava encurralado; contudo, quando o segundo paramédico lhe forçou uma injecção no braço enfraquecido, ele conseguiu contorcer-se e virar-se para mim. Tinha o rosto crispado e as veias no pescoço a latejar e salientes.
Olhou-me nos olhos.
– A Singularidade de Ormond – afirmou, entre arquejos.
– Não permitas que te mate também, rapaz!
Vai-te embora! Foge! Esconde-te e não dês nas vistas até à meia-noite do dia 31 de Dezembro do próximo ano. Não sabes o que estás a enfrentar. Ouve-me! Por favor! 365 dias, Cal. Tens 365 dias!
– Até o quê? O que estou eu a enfrentar? – As palavras ameaçadoras do louco tinham-me abalado até ao âmago.
– Do que está a falar? – perguntei, ansiosamente.
– E o que é a Singularidade de Ormond? Como sabe quem eu sou? Diga-me, quem é o senhor?
O médico lutador profissional ladeou-me com uma maca e, com um movimento rápido na direcção do homem, empurrou-me para fora do caminho, dizendo:
– O nosso paciente está muito doente e tem a mente afectada. Deixa isto connosco e segue o teu percurso!
Com uma força sobre-humana, o doente libertou-se das garras dos médicos. Tinha os olhos muito
abertos, aterrorizados.
– Se não desapareceres, vais ter de lhes resistir um ano inteiro! Sabes o que isso signifi ca? Eles vão
estar 365 dias no teu encalço! Semana após semana! Dia após dia!
A confusão e o medo que sentia intensificaram -se. “Eles?” Quem eram “eles”?
– Está a falar do quê? – voltei a perguntar. – Quem é que está atrás de mim?
A vaga de força repentina do enfermo esvaiu-se. Os médicos apressaram-se a prendê-lo à maca. A cabeça dele tombou para um lado e as pálpebras pestanejaram, a lutar furiosamente contra o sedativo que lhe invadia a corrente sanguínea. A voz prosseguiu num sussurro inquietante e áspero:
– Callum, a Singularidade de Ormond. Os outros já sabem. Eles sabem que o teu pai te contactou. Eles vão-te matar. Tens de te esconder até ao dia 31 de Dezembro do próximo ano. Faz com que a tua família se vá embora. Até à meia-noite do último dia do ano… é nessa altura que a Singularidade se esgota. Até lá não estás seguro. Vais ter de sobreviver de uma maneira ou de outra.
Os olhos dele reviraram-se e o corpo desfaleceu. Os paramédicos levaram-no.
– Não ligues – gritou o segundo paramédico. – O coitado há dias que sofre de alucinações. Só vem a piorar. Não deixes que te preocupe.
Ao ser empurrado para a parte de trás da ambulância, o homem ergueu a cabeça uma última vez.
– Cal – gemeu –, 365 dias. Assim que eles… o anjo… tens de… pelo Tom…
As portas foram fechadas com força e a ambulância arrancou a todo o gás.
Em poucos instantes, instalou-se o silêncio. Permaneci ali, sozinho e perplexo. Era como se nada tivesse acontecido. Os únicos ruídos eram agora o ladrar distante de um cão e o sussurro das folhas das árvores que orlavam a rua.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Não hesites, não te esqueças de respirar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
