«Meio ano passou, as pistas acumulam-se mas as dúvidas aumentam, o que estará por detrás do Enigma de Ormond é a derradeira questão e a chave para todos os problemas.
Junho é um mês de busca, de esperança, de que com a aquisição da Jóia de Ormond cheguem novas respostas para o nosso jovem e inocente protagonista.
Com amigos fiéis Cal não pode ceder ao desespero e, entre mortos e ferimentos, o mistério permanece e ainda existem pela frente 214 dias para sobreviver, nunca o tempo pareceu tão longo e a perspectiva de vida tão curta.
Se por um lado o nosso protagonista tem quase a certeza de que a Jóia está nas mãos de Siglo, o perigo que acarreta reavê-la quase não justifica o seu fim e, como se isso não basta-se, cada nova peça deste intricado puzzle vem acompanhada de novas dúvidas.
Com os riscos cada vez mais elevados e a habituação ao mal-estar constante, este não é de todo um mês negativo para Cal, ou pelo menos assim julgava o nosso rapaz, até uma nova mentira se juntar à teia complexa que se tornou a sua vida.
A família é parte ausente neste sexto livro mas por outro lado os companheiros de luta mantêm-se sendo cada vez mais cruciais para a sobrevivência de Cal. Boges é um personagem que tem cada vez mais em relevo, pois não só é uma das fontes de sobrevivência do nosso protagonista como é inteligente e um amigo incansável, mas os perigos começam a aproximar-se cada vez mais deste jovem amigo e é impensável imaginar Cal sem o seu auxílio.
Repro é mais uma vez repetente nesta trama e vamos poder contar novamente com os seus truques e habilidades para benefício de Cal, mas é impossível não reflectir, de onde vem e qual o seu passado é algo que estamos longe de descobrir.
Com um momento de especial ternura entre Callum e Winter esta é também uma personagem que provoca sentimentos ambíguos, nada é certo neste destino e o medo já faz parte constante do passar do tempo.
Neste mês de Junho Gabrielle Lord conseguiu mais uma vez diversificar a obra, não apenas com os clichés aos quais já nos habituou, o contra-relógio e a velocidade célere da narrativa, mas também pela entrada e saída de intervenientes bem como a diversidade de lugares percorridos pelo nosso jovem. Mas cenários à parte, é importante reafirmar que uma nova peça crucial se poderá juntar ao material de investigação que Cal já reuniu, até que ponto ela será esclarecedora isso é algo que ainda teremos mais seis livros pela frente para descobrir.
Setembro está a terminar e Outubro já está a porta, para quem segue de perto esta aventura é indispensável deixar escoar o tempo e aguardar por um final que promete conquistar muitos leitores.»
Histórias de Elphaba
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Crítica de Leitor: «Junho»
«Uma série empolgante que prenderá qualquer um do primeiro volume, em Janeiro, ao último!
Conspiração 365 prima pelos mais variados motivos: conjuga, de forma brilhante, acção com medo e mistério; apresenta, em praticamente todos os livros (até agora) algumas pitadas de romance por forma a conferir uma certa frescura e ambiência própria da idade dos intervenientes principais; mostra-se, visualmente, extremamente interessante e apelativa – a contagem decrescente das páginas, a localização e horas precisas dos inúmeros acontecimentos que perpassam a atarefada vida de Cal, a regularidade do lançamento, etc.; estende-se, com relativa facilidade, não só a um público alvo mais jovem como também à camada mais adulta que, sentido algumas saudades dos seus tempos de outrora, se deixa debruçar numa aventura infinita e sem limites; e, claro, faz uso, eximiamente, de um dos mais importantes componentes activos de um livro: as personagens. No fundo, reúne todos os ingredientes chave para um estrondoso sucesso...
No mês de Junho em particular, deliciei-me duplamente com o magnífico regresso de uma série de personagens secundárias que não só obtiveram uma importância tremenda no decorrer da narrativa como ganharam um reconhecimento e enaltecimento ligeiramente mais elevado que em volumes anteriores. Foi com um sorriso bem aberto nos lábios que dei as novas boas-vindas a intervenientes como Griff, o traiçoeiro amigo, Sligo, o bandido sem escrúpulos e Repro, o mãozinhas ágeis – apenas para nomear alguns – e que assisti ao percorrer de caminhos tão sinuosos quanto dramáticos e arriscados. Espero, sinceramente, ver alguns deles novamente.
Em termos comparativos, enquanto que em Maio – talvez um mês mais calmo na vida de Cal – a necessidade de encontrar um tecto e um posto de abrigo não se tenha mostrado tão urgente, em Junho, esse factor percorre com bastante intensidade toda a história. A força que o protagonista demonstra e a determinação que o transformam no jovem rapaz corajoso e incrivelmente interessante a nível literário que é, abarcam-no numa consciência e vitalidade mental fora do normal e que o manterá concentrado na procura e consequente achado de todos os meios indispensáveis à sua sobrevivência – mesmo que por apenas mais alguns dias... – e contra a vontade, cada vez mais recorrente, de pura desistência.
Numa perspectiva inovadora e totalmente inesperada, a estranha e algo repentina familiaridade e estado de confiança entre Boges e Winter deixou-me não só curiosa como imensamente ansiosa pelo desenrolar e posterior descoberta do como e do quando terem chegado, estas duas personagens, ao estado actual de amizade. A ajuda de cada um deles e, por vezes, de ambos é tão preciosa quanto inimaginável e não restam dúvidas de que sem estes dois amigos Cal já teria sucumbido à tempo.
Com Boges a convivência e aproximação são naturais. De certo modo, sente-se um intensificar do relacionamento entre ambos durante todo o livro – e série –, alcançando um estatuto de real e verdadeira família à qual Cal não consegue evitar sentir saudade e nostalgia, contudo, com Winter o caso é um pouco diferente. Foi interessante assistir ao desenrolar das intenções, dúvidas e receios tanto de Cal como dela mesma. A insegurança que emana de uma jovem mulher tão desenvolta e cheia de vida é o puro e perfeito disfarce que, muitas vezes, encontramos nos adolescentes nos dias de hoje. Uma consciencialização subtil que, de certo, afectará e captará a atenção de muitos leitores. Encarar Conspiração 365 como uma mera viagem pelos confins do perigo e da adrenalina seria errado e pretensioso pois estamos perante uma série que tem muito, muito mais para oferecer...
Conspiração 365 – Junho deixa no ar incontáveis questões e ambiguidades, espicaçando o leitor a debruçar-se o quanto antes no volume seguinte – Julho. O final não só eleva as expectativas do leitor a um novo nível de altitude como transmite a sensação de que ainda há muito mais para vir... muito mais para descobrir.
Não se deixe enganar pelo design jovem e pela premissa aparentemente aventureira, Conspiração 365 é a série perfeita para introduzir os mais jovens na literatura e para permitir a um leitor mais graúdo a possibilidade de algumas horas confortáveis de resistência e incredulidade.»
Não se deixe enganar pelo design jovem e pela premissa aparentemente aventureira, Conspiração 365 é a série perfeita para introduzir os mais jovens na literatura e para permitir a um leitor mais graúdo a possibilidade de algumas horas confortáveis de resistência e incredulidade.»
sexta-feira, 3 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Em Junho
Cal consegue escapar por pouco do fogo que deflagrou quando o Orca Ormond se despenhou. Enquanto helicópteros sobrevoam os céus, os bandidos de Oriana perseguem-no em terra. Não há tempo para lamentar a morte do tio-avô – Cal tem de se esquivar dos polícias e dos bandidos, e regressar à sua busca pela Jóia de Ormond.
Convencido de que Sligo tem a Jóia, Cal embarca numa perigosa missão para a reaver. Ele espera assim obter as respostas de que tanto precisa, mas e se apenas lhe for revelado outro ameaçador mistério? Roubar dos seus inimigos pode vir a ser um erro fatal…
Convencido de que Sligo tem a Jóia, Cal embarca numa perigosa missão para a reaver. Ele espera assim obter as respostas de que tanto precisa, mas e se apenas lhe for revelado outro ameaçador mistério? Roubar dos seus inimigos pode vir a ser um erro fatal…
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