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São abundantes e diversificados os motivos que apelam ao leitor para acompanhar o desenrolar da vida deste protagonista.
A sua história, que nos toca a todos pela susceptibilidade ferida de Cal ao perder o amor da família, os perigos constantes e eminentes a que está sujeito, as emoções amargas transmitidas pelo vazio e, ainda, o seu crescimento individual e instinto de sobrevivência que tantas vezes lhe permitiram estar a salvo por mais um dia.
Outro ponto forte é forma como é disposta a narrativa, que enaltece e diferencia Conspiração 365 de todas as outras histórias com uma distribuição cronometrada, ritmada. Este é um trunfo que não só marca pela inovação, como contribui para transportar o leitor para o momento presenciado na ficção, aumentando assim a adrenalina e oferecendo vida própria à obra.
E depois existe a ilustração que por si só nos coloca na pele do protagonista, ao termos acesso aos documentos e a todo o género de imagens que passam por Callum, colocando o próprio leitor como interveniente na busca do enigma que ameaça o nosso herói, incentivando-nos na pesquisa e familiarizando-nos com os intervenientes.
Para completar este leque apelativo de características que dão vida Cal, e que nos aproxima de toda a história, existe ainda um núcleo de personagens secundárias muito interessante que é fixo, como Boges e Winter, e um segundo grupo mais irregular, com passagens breves, aparecendo ou não mais que uma vez, e que deixam em aberto diversas questões, dimensionando e esmiuçando o interesse e curiosidade devido ao mistério que as circunda, como é caso de Melba.
Esta harmonia perfeita, entre todas a particularidades que citei, só é conseguida através da escrita da autora, que é assertiva conseguindo chegar a todo o género de públicos e que flui descontraidamente sem cair numa rotina, como seria de esperar tendo em conta que no total Gabrielle Lord nos presenteia com 12 livros.
Em suma, Maio é um livro de passagem, com um ritmo ligeiramente mais lento, mas que abre novas perspectivas a Cal, com a possibilidade de adquirir novos conhecimentos e dar um novo passo na sua demanda, ultrapassando uma vez mais uma situações limite, mas mais importante que isso, permitindo-lhe ficar cada vez mais próximo da sua família e, em consequência, da sua liberdade.
Uma aposta por mim muito recomendada da Contraponto, em que cada batimento cardíaco pode fazer a diferença e que terá a capacidade de voz fazer suster a respiração.»
As Histórias de Elphaba
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Crítica de Leitor: «Maio»
«Conspiração 365 – Maio é, sem dúvida, uma leitura espantosa e aliciante. Do início ao fim, deparamo-nos com páginas repletas de acção, mistério, perigos e muita emoção. Quanto mais lemos, torna-se cada vez mais difícil parar. Mais uma vez, Gabrielle Lord apresenta-nos uma escrita leve e cativante.
Alguns mistérios começam a fazer sentido. Continuam a surgir situações imprevisíveis, que nos deixam completamente arrebatados.
Um ponto alto deste volume é o aparecimento de uma nova e importante personagem. No fim, ficámos emocionados com a angústia de Cal, por voltar a perder alguém importante na sua vida.
O volume seguinte conspiração 365 – Junho já se encontra à venda nas livrarias.
Recomendo.»
Segredo dos Livros
Alguns mistérios começam a fazer sentido. Continuam a surgir situações imprevisíveis, que nos deixam completamente arrebatados.
Um ponto alto deste volume é o aparecimento de uma nova e importante personagem. No fim, ficámos emocionados com a angústia de Cal, por voltar a perder alguém importante na sua vida.
O volume seguinte conspiração 365 – Junho já se encontra à venda nas livrarias.
Recomendo.»
Segredo dos Livros
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Excerto: «Maio»
Para quem ainda não leu «Abril» poderá ser uma surpresa o que vai ler a seguir.
Avisamos que vai ficar ansioso ou ansiosa por ler «Maio». :-)
Se continuar, ficará por sua conta, porque o próximo livro só sai daqui a 13 dias...
Nós avisámos!
...
«De repente, os gritos foram substituídos por um silêncio sinistro. Sentei-me, com os pés a tocar ao de leve no piso frio. Estava infelicíssimo e não era só o facto de estar preso naquele sítio que me fazia sentir assim. Tivera uma briga com o Boges, o meu melhor amigo, e não o podia culpar se ele simplesmente desistisse de mim. No que tocava à Winter, eu não fazia ideia. Sentia que não tinha um único amigo no mundo. A minha mãe pensava que eu estava maluco e o tio Rafe estava demasiado absorto nas preocupações com os bens e o lado prático das coisas. O único lampejo de esperança naquele preciso momento era a Gabbi. Eu sabia que ela me apoiaria. Por instinto, os meus dedos procuraram o anel céltico que ela me dera para o girar no dedo, mas é claro que ele já não se encontrava ali. Eu enfiara-o no seu dedo, no hospital. Pensar no tremular das pálpebras dela e na sua recuperação gradual era a única coisa boa que resultara dos últimos quatro meses.
Agora isto…
Como é que eu ia sair dali?»
Agora isto…
Como é que eu ia sair dali?»
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